A Fazenda entrou na fase da gritaria com Carol Lekker e Ray Figliuzzi – e ninguém aguenta mais

Na TV, assim como na vida, o conflito movimenta mas ninguém aguenta convivência sem respiro

Tem algo de errado no ar em A Fazenda. E não é o cheiro do feno, é o barulho. O reality que prometia fogo virou um festival de gritos. Ninguém conversa, todo mundo grita o tempo todo. É como se o microfone da Record tivesse virado arma de ataque – e o volume, munição.

Carol Lekker e Ray Figliuzzi estão no centro desse coral desafinado. É grito pra tudo: pra se defender, pra atacar, pra se explicar, pra existir. As duas parecem ter feito pacto com o volume máximo. Não existe conversa, só gritaria em looping. Qualquer tentativa de diálogo vira um duelo de pulmões. A sensação é que, se alguém respira mais fundo, já é considerado um ataque pessoal.

Yoná, que vinha com um bom enredo lá no início, perdeu o timing. Quer lacrar em todas as pautas e agora virou figurante das próprias repetições. Fala tanto sobre as mesmas coisas que o público já decora as falas de cor. O “discurso de empoderamento” virou o “textão de quinta-feira”, e cansa até quem concorda com ela. Se ela abre a boca é para gritar que alguém “sabonetou”. Um saco!

E, para completar o combo do caos, temos Nizam – que entrou no modo “entrão full time”. Parece que descobriu um novo esporte rural: o levantamento de intriga. Assim como ele, Carol, a Miss Bumbum, também se mete em todas as discussões. Quando ela aparece, é certeza de chatice e repetição. Bem cansativa. 

Assisti até o pay-per-view 24h para tirar a dúvida se era a edição que exagerava ou se a coisa estava assim mesmo. Spoiler: está pior. É gritaria o tempo todo. O reality virou aquele churrasco em família em que todo mundo briga por política, futebol e quem vai lavar a louça. Só que aqui não tem sobremesa depois. Nem paz.

O conflito é essencial em reality show, claro. Sem briga, não há engajamento. Mas o segredo é o equilíbrio – é brigar e saber a hora de dar trégua. É levantar uma pauta e mudar de assunto antes de virar ladainha. A melhor treta é a que tem reviravolta, não a que vira tortura sonora.

Se os peões não perceberem isso logo, A Fazenda corre o risco de virar o que nenhum reality quer ser: previsível e chata. Na TV, assim como na vida, ninguém aguenta convivência sem respiro. Pode até ter briga, mas precisa ter pausa para rir, pra ter papo mais cabeça, pra ser humano. Senão, vira programa de estresse – e o público quer entretenimento, não terapia – ou gritaria e baixaria full time – coletiva.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do CENAPOP.

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